A estudante piauiense Camila Claudio, de 16 anos, desenvolveu um dispositivo inovador que promete ajudar as pessoas a se protegerem dos efeitos nocivos do sol, como o câncer de pele. A invenção já foi premiada em uma feira científica em Minas Gerais e será apresentada na próxima semana em outro evento na cidade de São Paulo.
Em entrevista ao quadro Vida Sustentável, exibido nesta quinta-feira (19) no Jornal do Piauí, a jovem explicou que a ideia para o projeto inicial surgiu de uma necessidade pessoal e coletiva que a levou a desenvolver um protótipo para medir o índice de radiação ultravioleta (UV), fornecendo dados em tempo real para auxiliar as pessoas a se protegerem da exposição excessiva.
“Muitas vezes quando eu saía para o sol, esquecia de me proteger. Isso acontece com muitas pessoas. Não é porque a pessoa não tem o protetor solar, é porque esquece. Além disso, tem as mudanças climáticas que estão aumentando a radiação ultravioleta, que influencia muito no câncer de pele e demais problemas”, pontuou a estudante.
Diante disso, Camila desenvolveu seu primeiro protótipo com uma série de sensores de radiação UV para captar os níveis de exposição solar. Esses dados são transmitidos por LEDs, telas e alertas sonoros, permitindo que os usuários saibam, de forma imediata, a intensidade da radiação à qual estão expostos. A partir da ideia inicial, a estudante foi aprimorando o projeto.
Após o primeiro protótipo, adolescente usou o projeto para monitorar o risco laboral, com aplicações voltadas para trabalhadores que atuam sob intensa exposição solar. A jovem identificou que muitos trabalhadores, especialmente da construção civil, enfrentam diariamente esse risco, o que reforçou a importância de sua criação.
“Implementamos uma placa com wifi integrado, para poder mandar os dados de forma digital e ficar analisando eles. Além disso, o dispositivo também conta com alerta sonoro o sensor para ficar medindo a radiação”, completou a adolescente que atualmente está trabalhando em um terceiro protótipo, semelhante a um relógio inteligente.
Camila começou sua trajetória no mundo da robótica aos dez anos de idade. Orientada pelo pai, o gestor ambiental Yuri Lima, a jovem está constantemente aprimorando seu projeto. Além do relógio inteligente, eles desenvolvem o aplicativo “Sunsense”, onde o usuário ajuste sua rotina de exposição ao sol com base em fatores como a proteção solar utilizada e o tipo de pele.
Fonte: Cidade Verde